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domingo, 17 de setembro de 2017

O SENSEI: 1954



Para os admiradores de O-Sensei, aí vai uma filmagem histórica do criador do AIKIDO. Os créditos iniciais falam que o filme foi feito em 1954 em cima do telhado de um dojo em Shinjuku, Tóquio.




O responsável pelas filmagens foi o Sr. Jay Gluck que tencionava incluir as imagens num livro de sua autoria que seria chamado de Zen Combat. Não temos informações se o livro conseguiu ser publicado.

Ficaram no entanto, os registros de parte das técnicas de O-Sensei.

Referências:

https://www.youtube.com/watch?v=tZcDc1ZYEgw

sábado, 9 de setembro de 2017

MUDANÇAS

MUDANÇAS

Lembre-se, o sucesso é uma jornada, não um destino. Tenha fé em sua capacidade. 
(Bruce Lee)


Deseje a insegurança, pois isso é desejar a vida...






Em geral, as pessoas morrem em torno dos trinta anos e são sepultadas por volta dos sessenta ou setenta . Leva quarenta anos para os outros perceberem que aquelas pessoas estão mortas.

Lembre-se : a vida é sempre incerta. Somente o que está morto é certo, é sólido, é fixo. Tudo o que está vivo muda sempre e se movimenta, é fluído, líquido, flexível, capaz de mover-se em qualquer direção.

Quanto mais você se torna seguro, mais está perdendo a vida.

Viver é arriscado e morrer não tem nenhum risco. Viver é sempre perigoso, porque viver significa conviver com o desconhecido.

O crescimento é sempre um jogo arriscado
Morrer é muito, muito seguro. Na verdade, não há lugar nenhum tão seguro para o homem quanto um túmulo. Nada mais pode acontecer a uma pessoa que está em um túmulo. Nada mesmo que pode acontecer, nenhum acidente, nenhum azar. Esta é a segurança do túmulo. E as pessoas tem deseja do tanto a segurança que elas estão mesmo prontas a morrer por ela.

Deseje a insegurança, pois isso é desejar a vida. Busque a insegurança, procure os caminhos ainda não trilhados e navegue por mares ainda não navegados, porque esse é o caminho da vida.

Quando as mudanças começam a ocorrer as pessoas ficam com medo. Então algumas vezes, elas se agarram às misérias, porque elas lhe parecem familiares.

Mas o crescimento é sempre um jogo arriscado. A pessoa tem que perder aquilo que conhece em troca de algo que ainda não conhece. Tem que perder aquilo que está em suas mãos em troca de algo que ainda não está.

Na vida real não há nenhuma segurança, nenhuma promessa, nenhuma garantia. Exceto a certeza da morte. Esta é a beleza da vida real. É por isso que há tanta emoção.

A vida só é alcançada por um alto preço. O risco é o preço.

Se você observar as pessoas, verá muita gente buscando um tipo arriscado de vida, à sua maneira. Essas são as pessoas vivas. As outras já estão mortas. Podem ser sepultadas mais tarde, mas já estão mortas.

Referências: 
Livro "The Sacred Yes" - OSHO)
Imagens:

terça-feira, 8 de agosto de 2017

COMBAT AIKIDO

(Bruce Lee)




Chamar o AIKI COMBATIVE de estilo de Aikido, é forçar um pouco a barra. Lendo o próprio site do método ( veja o site aqui), chega-se a conclusão que o Aiki Combative  (ou AIKICOM, como os praticantes preferem falar)  é um sistema de defesa pessoal moderno inspirado em vários métodos, inclusive o AIKIDO. Além do AIKIDO, podemos listar também o KUNG FU HOK KUNG , o JIU JITSU, o JUDO, O SHOOTO WRESTLING . A parte do AIKIDO vem da fase anterior à Segunda Guerra Mundial, quando os movimentos eram mais contundentes e menos filosóficos. Se fosse traçar um paralelo grosseiro, eu o colocaria com um estilo de goshin jitsu ( defesa pessoal).

Sendo uma arte marcial híbrida, se observa redirecionamentos de energia, arremessos, chaves, estrangulamentos, atemis ( golpes traumáticos ) e técnicas de luta de solo. O foco principal da Aikicom é a defesa pessoal através de técnicas e conceitos que são eficientes, dinâmicos e funcionam no mundo real. Já o treinamento para crianças é mais baseado em tecnicas anti bullyng.

BAseado no eficiência plena e sobrevivência, o  Aikicom faz uma ponte sobre o fosso existente entre o treinamento tradicional e moderno, enfatizando técnicas que são eficazes contra ataques hiper-violentos e situações de vida ou morte. A mentalidade e a disciplina são ensinadas no primeiro dia do aluno no tatame. 

O objetivo não é lutar contra as forças do oponente, mas atacar suas fraquezas. O aproveitamento e o redirecionamento de energia são usados ​​para con seguir o desequilibrio ( kuzushi) do adversário "Kuzuchi".

O praticante de Aikicom é capaz de redirecionar o poder de seu oponente sem o uso de força excessiva. Para isso, procura atingir o shikaku ( ponto morto do oponente) e finalizar rapidamente a agressão  utilizando golpes rápidos, submissões, chaves ou imobilizações, estrangulamentos, etc.

Aikicom é dividido em três elementos. 

  1. O segmento 1 concentra-se em arremessos e esquivas;
  2. O segmento 2 concentra-se em bloqueios, armadilhas e bloqueios de juntas;
  3. O segmento 3 concentra-se em técnicas de combate e  submissões no solo.



O fundador

SENSEI CONDE
O AIKICOM é o resultado dos mais de trinta anos de pratica marcial do sensei Conde, que estudou, ao longo de sua vida os seguintes sistemas: Hok Lung Kung Fu, Aikido (2º dan), Jiu Jitsu, Judo (1º dan), Shooto Wrestling, e Lucha Libre e vários sistemas de combate de facas, sendo instrutor de Siriat Knife Fighting. 

Além disso o sensei Conde tem experiencia em combates reais de alto risco, tendo sido inclusive contratatado para treinar membros da SWAT, Narcóticos e Militares. Testou várias vezes seus conhecimentos em campo de batalha e é reconhecido internacionalmente como um dos principais instrutores no combate em ambientes fechados

Bons Treinos!


Felipe Albuquerque
Médico Veterinário, Estuda Aikido, Aikijitsu e Goshin Jitsu
Acredita que as vezes o feito é melhor que o bem feito e que o bom não é inimigo do ótimo



REFERENCIAS E IMAGENS




sábado, 29 de julho de 2017

SHOTO: A ESPADA CURTA DOS SAMURAIS


Quando se fala em samurais e espadas de samurais a primeira imagem que se vem aà cabeça é de um guerreiro empunhando um KATANA ( sabre) . Mas vamos lembrar que o samurai portava em seu DAISHO ( conjunto de espadas) pelo menos 2 lâminas:

  1. Um  sabre maior: normalmente um KATANA, que era utilizado quando fosse preciso combater em campo aberto ou em grandes espaços. Esta arma media entre 61 e 70 cm e o sua empunhadura era feita com as duas mãos
  2. Uma espada menor ( SHOTÔ )  , que media entre 30 e 60 cm, para ser utilizada em espaços reduzidos, como o interior de uma casa. A empunhadura era de uma mão e normalmente o samurai não se separava dela, levando consigo inclusive para o banho e para dormir. Haviam basicamente 2 tipos de SHOTO: 

  • Uma KODACHI . Era uma versão menor do TACHI, um sabre refinado, mais usado pela aristocracia.
  • Um KATANA de dimensões menores, chamada wakizashi (espada companheira). 


O mestre Hiroyuki Sanada  mostra que -mesmo em campo aberto -
 o SHOTO pode ter  vantagens em relação ao KATANA



No Japão Feudal haviam escolas específicas para ensinar o manejo do SHOTO (sabre curto). E lembramos que - em se tratando de sabres e espadas- tamanho não é documento. O SHOTO tem algumas vantagens em relação ao KATANA: pode ser desembainhado mais rapidamente e se adequa mais a espaços pequenos, por ser mais leve, cansa menos o espadachim, além de ele poder usar com facilidade um SHOTO em cada mão. Todas essas razões fazia do SHOTO a espada preferida pelos praticantes da arte shinobi ( ninja)

Além disso, havia estilos de kenjutsu ( arte da espada) que defendiam o uso das duas espadas simultaneamento. Misamoto Musahi, considerado por muitos como o  maior espadachim do Japão , em sua obra Gorin no Sho (O Livro dos Cinco Anéis),  advoga o uso das duas espadas, dizendo ser "indigno do samurai morrer com uma espada ainda embainhada".

Bons treinos!

Aracaju, 27/07/2017

Felipe Albuquerque
Alterna seu tempo entre Medicina Veterinária, Artes Marciais,
gato, mulher, filhos, cursos, vinhos  e nerdices
Nas horas vagas escreve pra este blog do MAK ARACAJU



Referência e Imagens:

sábado, 22 de julho de 2017

EU SOU UM CAMPEÃO!

A Humildade constitui a base da honra, assim como o nível do chão constitui a base de uma elevação.

(Bruce Lee)






REFERENCIAS:

segunda-feira, 17 de julho de 2017

ENCONTRO DE AIKIDO EM ARAPIRACA

No último encontro das unidades Massaki Dojo de Maceio, Arapiraca e Aracaju, ocorrido em 15/07/2017 muita coisa boa aconteceu.

Na ausência sentida do Dojo-Cho Paulus Tertius (saiba mais sobre ele aqui), os instrutores carregaram o peso da sentiram  procuraram se esmerar em dividir os conhecimentos aonde cada um pudesse contribuir para o desenvolvimento dos demais, 

O sensei Bruno mostrou um kata muito útil para as sequencias jab-direto-uppercut

Um clima de bastante confraternização, mas sem esquecer da atitude correta em treinar: com seriedade, desde o básico.

Os Ukemi (rolamentos) foram abordados ao máximo

Do básico ao avançado, tomando cuidado para transmitir as instruções dentro do nível de cada um,  foi estudado desde noções de distancia ( MAAI) até estratégias de combate. Afinal, AIKIDO é uma arte marcial. Tem que funcionar

O instrutor Felipe demonstrando noções de MAAI e possibilidades para ataques 
aonde o uke não é colaborativo

Infelizmente o horario estava apertado e não foi possível treinar tudo o que deveríamos. Entretanto, fica o aprendizado de como conduzir a instrução de forma mais retilínea. Ao fim... uma pausa pra comemorar o aniversário do amigo e irmão Bruno . Agradecemos o registro e edição das imagens ao instrutor Júnior, de Arapiraca. Até a próxima!


E... Ao fim... o sentimento de harmonia e de que deveriamos ter treinado muito mais.




sábado, 24 de junho de 2017

FUNAKOGI UNDO: A meditação dinâmica

Funakogui Undo: Remar em mar revolto

Já na minha primeira aula de aikido ( já faz um bom tempo,rs) fui apresentado a um exercício chamado FUNAKOGI UNDO (Remar em mar revolto), que buscava reproduzir o movimento que o barqueiro tradicional japonês executa para movimentar o seu barco. Durante a execução, realizavamos um mantra e ao fim do movimento de cada lado (direito e esquerdo) realizavamos o FURITAMA (ou FURIDAMA, para alguns). Alguns estilos chama este exercício de  de TORIFUME GYU  (treinamento para remar)

Na época não entendi direito o objetivo do movimento. Mesmo assim procurava imitar o pessoal mais adiantado. Não entendia também porque ao final do exercício tínhamos de vibrar as mãos realizando o furidama. Na verdade nunca me ensinaram muita coisa sobre isso. A maior parte das explicações eram extremamente vagas:



  • "É uma pratica xintoísta" (Tá, mas eu não sou xintoísta, preciso fazer isso?);
  • "Ajuda no seu aikido" (Como ?)
  • "É pra desbloquear o seu KI.  (De que forma isso funciona?)
  • "Desperta o sai-ka-no-ten, a forças da vida (Isso vai me dar longevidade? É isso?)
  • "O professor está mandando...Então faça!"
No início eu apenas usava aforça física e acaba vibrando por causa do esforço isométrico desprendido. Aos poucos... fui usando menos força. Mas ainda não conseguia entender o porquê de tudo aquilo.

Talvez o mesmo tenha se passado com os meus professores ( sem querer desrespeitar a nenhum deles). E talvez com os professores deles. E talvez com a maioria dos praticantes de aikido. Uma parcela significativa faz porque vê os professores e os colegas mais adiantados praticando. Até que eu ouvi explicações do chefe do meu estilo, o shihan Larry Reynosa, que por sua vez a ouviu de Abe Sensei.











Para aqueles que não sabem, a partir de 1952, O-Sensei passou cerca de 1/3 de cada mês na casa de Abe Sensei e passou a lhe dar aulas particulares ( no dojo que Abe Sensei construiu em Osaka.
 Abe Sensei também era professor de caligrafia e ensinava esta arte para O-Sensei.

TORIFUME NO GYO (FUNAKOGUI UNDO) é um dos oito "GYO" (métodos de treinamento literalmente - austero) ou práticas de MISOGI-NO-GYO (métodos de treinamento / práticas austeros de Misogi), como ensinado por O-Sensei. Muitas pessoas usam o MISOGI como uma prática espiritual. Embora exista esse aspecto, isso é apenas uma parte tangencial do quadro geral. 

A verdadeira razão pela qual O-Sensei praticava o MISOGI  não era porque era uma prática místico xintoísta, por qualquer meio. Haviam dois motivos básicos :



  1. Desenvolvia o KOKYU ( poder da respiração) . Lembrando que KO quer dizer respirar para fora e KYU respirar para dentro. A parte marcial ( BUGEI) é importante e tem a ver com esconder a respiração de seu adversário. É um aspecto avançado aiki jiu jitsu
  2. O outro motivo é que enquanto está fazendo FUNAKOGI UNDO, repetindo um mantra, o praticante acabava fazendo desde cedo - e sem se dar conta disso - um exercício de meditação. O-Sensei percebeu que se colocasse um novato ( ou mesmo um intermediário) para meditar, com pouco tempo a pratica se tornaria enfadonha, cansativa mesmo. Mas...realizando FUNAKOGI UNDO, eram treinados o movimento, a respiração e a meditação. 

É Simples...



É Efetivo...

É Genial.


É por isso que eu amo tudo que é relacionado ao AIKI!

Bons Treinos!

Felipe Albuquerque
Médico Veterinário, Estuda Aikido, Aikijuttsu e Goshin Jitsu
No momento flerta com o Kali Kalasag e acredita que conhecimento nunca é demai
s










sábado, 3 de junho de 2017

YAMATO DAMASHII (大和魂) - O ESPÍRITO JAPONÊS


Yamato Damashii – O Espírito Japonês

 (Sílvia Kawanami*)


Yamato Damashii [大和魂] é um termo japonês criado há muitos séculos para descrever o “espírito japonês”. “Yamato” faz referência ao antigo nome do Japão e “Damashii” significa “alma” ou “espírito”, referindo-se às qualidades nobres da alma, que no Japão de outrora, eram sinônimo de coragem, lealdade e bravura, características marcantes de um samurai.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a expressão “Yamato Damashii” ganhou uma grande conotação patriótica e nacionalista. O termo foi frequentemente associado aos kamikazes, pilotos de avião que realizavam ataques suicidas contra aviões, motivados pelo forte sentimento de lealdade ao Imperador.
Com o “militarismo” da Segunda Grande Guerra, a expressão acabou perdendo um pouco da sua essência original e sua estreita relação com a Natureza e o “Bushido” (Código de Conduta dos Samurais). Atualmente, no entanto, essa expressão é bastante associada ao “Budo” (Artes Marciais Japonesas), onde o praticante desenvolve não só habilidades físicas como também espirituais.
O “Yamato Damashii” também pode ser “sentido” nos dias de hoje através do senso de coletividade nata dos japoneses. Essa coisa de todos se unirem em benefício de todos. Com certeza esse é um dos principais fatores que ajudaram o Japão a se reerguer de tantas tragédias como guerras e desastres naturais.



ato de sacrifício de uma minoria em prol da maioria também é considerado um gesto de “Yamato Damashii”. O que dizer do gesto nobre dos voluntários idosos que se ofereceram para trabalhar nas zonas de risco na Usina Nuclear de Fukushima, pelo simples motivo de querer poupar a vida dos mais jovens?
Não é um belo e corajoso gesto de solidariedade e amor ao seu próximo? Quem em sã consciência daria sua vida em troca de outras vidas que nem sequer conhece? Esse tipo de postura é realmente para poucos… bem poucos…
A preocupação com o senso comum aliada ao sentimento de orgulho que os japoneses sentem de sua nação são admiráveis. Na medida certa, ou seja, sem extremismos, esse sentimento patriota é muito positivo e com certeza contribui muito para o desenvolvimento econômico e social de um país.
Por ser algo muito abstrato, é um conceito muitas vezes difícil de ser compreendido, mas a essência de “Yamato Damashii” pode ser comparado ao ar: Não pode ser visto ou tocado, mas é essencial para a vida. Não é somente aprender a cozinhar um prato étnico e sim, absorver todo o processo de preparo, incluindo o aroma, o sabor e os costumes associados a ele.
A coragem de reconstruir, a resiliência em momentos críticos e devastadores e a forma como preservam suas tradições são características natas do espírito japonês. Um templo japonês pode ter 700 anos de idade e mesmo que seja reconstruído várias vezes, suas características originais são mantidas.
As raízes e tradições preservadas são alguns dos alicerces que mantem o Japão em pé, apesar de tantas provações. Nos resta saber apenas se as novas gerações nipônicas conseguirão perpetuar esse conceito… Essa é a questão!

*Este texto foi publicado originalmente pela autora no blog Japão em Foco em 03/09/2014. Veja a publicação original aqui. Optamos por manter as imagens originais.

sábado, 27 de maio de 2017

EXAME DO MAKOTO AIKIDO KYOKAI CONFIRMA TRABALHO BEM FEITO!


O sensei Paulus Tertius (ao centro) com os aprovados no teste


Falando sobre os testes do MAK (MAKOTO AIKIDO KYOKAI) o Shihan Larry Reynosa uma vez disse que eles não podem ser fáceis. Buscam fazer que o aluno, na prática, enfrente a si mesmo, suas dores, suas falhas e acima de tudo ... mostrem, não o que sabem, mas aquilo que ainda não sabem.

Nesse processo, o Massaki Dojo está de parabéns! No dia 29/04/2017, o Dojo Cho  Paulus Tertius submeteu a um teste rigoroso alguns alunos. Nossos irmãos Otavio  Siqueira e Lesliane Sá encararam o desafio  e foram aprovados - com honras - para o primeiro e terceiro kyu respectivamente. A Unidade Aracaju do Massaki Dojo se sentiu honrada com o desempenho demonstrado. Alem deles, o jovem Hugo Rafael, pertencente à Unidade Arapiraca - mesmo com pouco tempo de treino - também obteve êxito em seu teste para o terceiro kyu. Agradecimentos aos ukes Ricardo, Sérgio, Júnior e Edyerk! 

Parabéns a todos!




Otávio Siqueira: 1º Kyu (MAK Aracaju)



Hugo Rafael: 3 Kyu ( MAK Arapiraca)
Lesliane Sá: 3  º Kyu (MAK Aracaju)

O QUE VOCÊ PODE APRENDER COM SHAKA ZULU

SHAKA ZULU - O Napoleão Negro

Shaka Zulu, às vezes escrito como Tshaka, Tchaka ou Chaka ( 1773 — 1828), foi um chefe tribal e estrategista militar africano, que transformou os zulus - de uma etnia com pouca expressão territorial- em um vasto império que assombrou os desígnios coloniais britânicos. Os ingleses o chamavam de  Napoleão Negro.

Origens e Infância
Filho órfão e ilegítimo de um chefe do pequeno clã zulu dos Nguni. Apesar de ter sangue real, foi rejeitado pelo pai. Assim, Shaka e sua mãe, Nandi,  foram banidos da sua aldeia, e forçados a viver no exílio entre o povo Mtetwa, que tinham como chefe supremo o rei Dingiswayo.
Estatua de Shaka Zulu

Primeira lição: Algumas batalhas não podem ser vencidas. Nesses casos,  retire-se para um lugar seguro para assegurar sua sobrevivência.

Apesar de seguir os costumes dos Mtetwa, Shaka era vítima constante de bullyng. Seu próprio nome era uma chacota: Shaka quer dizer: verme intestinal. Mas ele não se abateu. Ao atingir a puberdade, integrou o regimento Isicwe do exército de Dingiswayo. Shaka integrou-se bem na vida militar, e -  à medida que a sua fama pessoal e autoridade aumentava - foi modificando as táticas e estratégias de combate.

Algumas das mudanças mais importantes:

  • Substituiu a estratégia de combate "atacar e retirar", pelo combate corpo a corpo, perseguição e a subsequente aniquilação total do inimigo. Funcionou tão bem que outros clãs dos Nguni passaram a adotar esse método de combate;
  • No campo de batalha, suas tropas passaram a adotar a formação de ataque em forma de meia lua, Com as pontas (izimpodo) e o centro (isifuba) os soldados cercavam o inimigo e não davam espaço para este fugir. À medida que as pontas se curvavam para dentro em torno do inimigo, o corpo principal avançava matando todos aqueles que não conseguiam atravessar as linhas abrangentes. Deu tão certo que se tornou a formação de combate padrão dos zulus pelos próximos noventa anos;
  • Além disso ele dividiu seu exército no campo de batalha em 4 regimentos chamados de impi. Aliado com a formação de meia lua, era devastadora para seus adversários;
  • A lança curta, aliada ao  escudo de couro de boi
    e o cuspe de veneno faziam do guerreiro zulu
    um adversário terrível e difícil de ser vencido
  • Desenvolveu novas armas tais como:

  1. A  Sagaia. Ele tinha visto que o tipo tradicional de lança, era muito longa e funcionava bem para ser arremessada, mas não era boa para o combate corpo-a-corpo. Ele reduziu o comprimento das lanças transformando-as quase que em espadas. Essas novas armas -, chamadas sagaia- aliadas aos escudos que protegiam o corpo inteiro faziam dos impi (batalhões zulu) uma barreira quase que impenetravel;
  2. O porrete para ser arremessado contra inimigos;
  3. O "cuspe de veneno", substância tóxica encontrada numa erva que era mastigada pelos guerreiros de Shaka, que a cuspiam no rosto dos inimigos durante os combates, causando grande irritação nos olhos.

Segunda lição: Para ter algum destaque, você deve inovar, improvisar e superar. O sucesso pertence à ousadia.



Com tanto sucesso, o jovem passou a se destacar perante seu líder supremo Dingiswayo, que o tornou um de seus principais comandantes. Ele apoiou o jovem a tomar seu clã de origem e se tornar o novo chefe. Tempos depois, com a morte de  Dingiswayo, Shaka Zulu se tornou o novo chefe. Então adotou algumas novas regras que fizeram com que os zulus se tornassem ainda mais fortes, expandindo o reino em 12 vezes o seu tamanho original:
  • Quando percebeu que lutar descalço melhorava a mobilidade e o desempenho do guerreiro no combate, começou a correr em terrenos ásperos e espinhosos, para melhorar a resistência dos pés. Quando viu os bons resultados, em seus exércitos proibiu o uso de sandálias, endureceu os pés de seus guerreiros, fazendo-os correr descalços sobre terrenos ásperos e espinhosos e, assim, assegurou sua maior mobilidade;
Terceira lição: Disciplina pode ser um diferencial importante. Mas você não pode exigir para os outros aquilo que não exige de você mesmo.
"Vitória ou morte!"
(Grito de guerra dos guerreiros de Shaka Zulu)
  • O alistamento militar era obrigatório para todos os homens.   Cada comunidade militar (ambutho) tinha seu rebanho de gado real, onde os jovens consumiam a carne e empregavam o couro para fabricar seus escudos. Os escudos de cada amabutho tinham cores distintas do couro de outro regimento. Mas todos faziam parte do mesmo exército. Isso deu ao povo a noção de unidade. E os jovens só poderiam ter relações sexuais e se casar após provar seu valor em combate;
Quarta lição: Ao mesmo tempo em que você exige algo com rigor... Também deve dar uma recompensa à altura a quem teve um bom desempenho.

A despeito de ter transformado a pequena etnia Zulu no maior império Negro de toda a África Oriental e ter feito os britânicos tremerem nas suas bases, Shaka Zulu entrou em paranoia: com medo de ser traído, assassinado e substituído por um herdeiro com sangue real, jamais se casou e condenou à morte todas as mulheres que engravidou. E os ingleses desejavam sua cabeça, pois o governo de Shaka era um impecilho aos planos que a Inglaterra tinha para a África. Esse fato aliado ao muito sangue que derramou fez com que o povo o rejeitasse e seus irmãos o entregassem para os militares ingleses.

Quinta e última lição: Tudo em excesso é prejudicial

Bons Treinos!


Referencia:
Felipe Albuquerque
Médico Veterinário, estuda Aikido, Aikijitsu e Goshin JItsu
Como todo mundo neste país... Tem um pézinho na África.
WIKIPÉDIA

sábado, 8 de abril de 2017

Filme raro de O-Sensei treinando

Em 1960  Michael Rogge visitou o Hombu Dojo de aikido no Japão em 1960 para produzir um filme sobre o país. Não ficou claro se para um filme caseiro ou para algum canal de televisão.

Em 2014, Michael - aos 85 anos - criou um canal no youtube onde publicou um  filme de 16mm compilado com gravações de treino com o fundador do aikido Morihei Ueshiba, seu filho Kisshomaru Ueshiba e seu neto Moriteru Ueshiba (que está a frente do hombu dojo nos dias de hoje).


Além dos vídeos, que também contam com o shihan Robert Nadeau são apresentadas algumas fotos da visita na época. Um vídeo para qualquer amante de Aikido apreciar um pouco da arte em sua época de nascimento, confira:

Referência


https://www.youtube.com/watch?v=z7mxPWyb9q0



 
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